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13 março, 2010

Projetos de Aula

Para que serve um desenho? Para que fazemos isso na escola? Por que desenhamos?


Puta, que perguntinha ingrata essa, mas foi essa a atividade que a Ana pediu que dissertássemos e entregasse para ela. No final eu não fiz, porque não faço a mínima idéia do que responder, tenho pensamentos vagos sobre isso, posso até dialogar sobre o assunto, mas escrever.... achei que fugindo da responsabilidade me livraria de ter que pensar numa resposta mas no final, ela deu mais uma semana para responder. ¬¬


como faz uma amiga: nhaaaAAAAAAA!! (e se contorce de agonia)


Bom, na primeira aula alem das apresentações e dessa atividade citada anteriormente, a “sora” pediu que trouxéssemos para a próxima aula 2 desenhos feitos por nós, um que gostamos e outro que ‘odiamos’, também pediu para que levássemos uma imagem de algum artista que gostássemos e que nos inspirasse de alguma maneira.


intervalo



Conversando aleatoriamente durante a aula, a Ana comentou que foi pega de surpresa no fato de que daria aula para nós em Desenhos de Observação, e como não estava acompanhando (dando aula) de Fundamentos do Desenho, ela queria que nós contássemos mais ou menos como foi para nós as aulas com o Renato, para ter uma idéia por onde ela começaria.
Como resposta, comentei que espera uma coisa diferente das aulas, esperava ter aulas mais técnicas, como num curso, mas que em nenhum momento me decepcionei com o que vi e aprendi, o Renato abordou temas bem básicos, que muitas vezes não damos muita importância, graças as aulas dele, descobri o meu desenho (estilo... que seja) próprio, assumi minhas características. Hoje, depois de ter terminado as aulas de Fundamentos do Desenho, percebi que o Renato pode não ter abordado as coisas que eu esperava, mas que o resultado final das aulas dele superou minhas expectativas. Concluindo, meu desenho evoluiu muito comparado com o começo e eu aprendi a confiar mais nas atividades que os professores nos passam, por mais idiotas que elas possam parecer.

Mas como já era de se esperar, alguns alunos comentaram que não aproveitaram as aulas, que para eles as aulas de FD não renderam (no fundo queriam dizer que foi inútil), nesse momento frases do tipo “a ULBRA deveria ter prova especifica” bateram na minha cabeça mais uma vez, me espanto com a quantidade de alunos que vão para as aulas querendo aprender a desenhar... boa parte dos alunos não conseguem evoluir no seu trabalho por não assumirem o tipo de desenho que fazem... ficam martelando com ideais idealizadas de desenhos ao ponto de não conseguirem perceber o que estão fazendo...

Como evoluir quando não se consegue ver o que faz, mas só ver o que quer fazer?

click para ampliar


Ok, ignorando esse assunto e voltando para as aulas, essa quarta (10/3/10) foi nossa segunda aula.. fizemos uma apresentação dos desenhos que levamos, cada um ia na frente da turma e explicava o porque não gostava do desenho e porque gostava do outro, na confusão de folhas acabei levando apenas o que eu gostei....

Levei o da Cadeira (post dessa aula) e comentei que gostei dele pelo fato de que nunca me achei com capacidade de fazer um desenho realista, esse desenho superou minhas expectativas, claro que ele não é o meu melhor desenho, mas é um desenho que eu fiquei feliz com o resultado, ele me fez sentir capaz de fazer outros tipos de trabalhos que normalmente não faço.

O que não gostei e gostaria de ter levado, era o que fiz na primeira aula de FD, um que tínhamos que apenas riscar o papel (post dessa aula), riscar como abobados, riscar sem rumo ou sem motivo.. não gosto desse trabalho porque ele me incomoda, não apenas na aparência do resultado final mas principalmente o modo que ele foi feito.. riscar por riscar... me parece um desperdício de papel e material, mAuhauhAUHAUH... sei lá, não sei explicar o porque ele me incomoda, simplesmente não gosto dele.

...

Bom, tive a oportunidade de ver os trabalhos de alguns colegas, como sempre, não gostei da maioria, achei boa parte sem graça e pobres de excreção e criatividade (como se minha cadeira fosse muito criativa)... mas guardei minha opinião, acho que não tenho condições de julgar ninguém, na realidade, não estou na posição de alguém que pode julgar. Mas só para não ser pessimista, gostei de alguns trabalhos também...


Depois da apresentação dos trabalhos, foi mostrado as influencias e ou os trabalhos de outros artistas que gostamos, se tivesse ter que levar alguma imagem, levaria uma do Santiago Caruso, tenho gostado muito do trabalho dele, desde o tema ao tipo de desenho que ele faz... mas o que me espantou (ou não u.ú) foi o fato de que muitos colegas levaram imagens de pintores conhecidos e ou renascentistas, aquilo me deixou meio ‘decepcionada’, porque me pareceu que muitos não olham com bons olhos ou simplesmente não procuram inspirações longe dos livros de arte ou história.


*medo de pessoas com mentes e olhos fechados para um mundo de infinitas possibilidades.


O restante da aula não sei o que aconteceu, a Ondina passou lá na minha sala e sai para conversar com ela - *o passado sempre bate na nossa porta* - quando voltei a aula já havi terminado, segundo a Fran foi discutido apenas o tipo de trabalho que vai ser abordado nas aulas... bom, veremos.



mais tarde posto as fotos aqui, ignorem ***

06 março, 2010

Desenho de Observação

Começamos quarta (03/03/10) com as aulas de Desenho de Observação – minhas amadas aulas práticas – como sempre estou cheia de expectativas, mas realidade não sei o que espero, talvez não seja expectativas, talvez seja ansiedade, pois não sei exatamente o que espero das aulas.
Para a surpresa de todos as aulas não vão ser mais com o prof. Renato (mesmo do FD), quem vai dar as aulas vai ser a Ana L. Beck. Foi engraçado o momento que o Renato nos comunicou essa notícia, estávamos sentados em uma meia roda, e o Renato estava de pé diante de nós, em um ensaio de palavras e uma leve pausa para aumentar o suspense ele disse o nome do professor.. a expressão da maioria era “caiu os butiás do bolso”. Fran e Eu ficamos numa mistura de sentimentos do tipo surpresa com risos abobados.

É engraçado ver que a Ana é bem, digamos assim... impactante. Não acho isso negativo mas não sei se é positivo, apenas faz parte do perfil dela.. abalar as pessoas e conceitos, ahuahuahuhua.


“bah, vcs gostam... gostam de maldades”, foi algo do tipo que nosso colega falou para nós quando falamos o porque gostávamos das aulas da Ana – piadinhas internas – na realidade gostei de ter ela como professora, as aulas dela rendem horrores para mim.. em todos os sentidos. Pelo jeito que falo da Ana, parece até bajulação (talvez seja) mas é que de fato, as aulas dela sempre rendem boas polemicas, conversas de bar, formação de opiniões e destruição de outras.

Bom, então começa agora o diário das aulas de DO... \o

27 dezembro, 2009

Trabalho Final de FD

Como ultimo trabalho, o professor pediu que fizéssemos um desenho livre.

Passamos tanto tempo desenhando o que ele queria, que quando foi livre, tive um bloqueio de idéias, as únicas coisas que vinham na minha cabeça eram cubos e cadeiras (aauuhahuahua). Em casa comecei o desenho que deveria ter feito em aula, num momento extremamente sem criatividade, resolvi deixar a mão ir sozinha, no final, até gostei do que saiu...
Desenhei os rostos a caneta, assim não corria o risco de ficar 'tentada' e apagar tudo, depois passei a pena nos olhos.. com o principal do desenho feito, a criatividade veio em partes. Atualmente ele não esta pronto, quando estiver, eu posto o resultado final aqui.




Serio, gostei muito dele, não é um Picasso e também está longe de ser o meu melhor desenho, mas gostei, alguma coisa falta(ainda).. mas me sinto feliz por ter desenhado ele.

alguem tem alguma ideia para continuar?
mordidas ***

23 dezembro, 2009

Museu de Biologia

Já que tínhamos enchido o saco do ‘sor’, falando que não agüentávamos mais desenhar cubos e cadeiras, atendendo a pedidos, ele nos levou para o museu de biologia da ULBRA, lá ele pediu que procurássemos elementos para poder usar no futuro em algum trabalho.

Achei engraçada essa aula, todos os meus desenhos saíram uma ‘coisa’, mas foi tão divertido desenhar lá que nem me preocupei com isso. Enquanto nós desenhávamos, pessoas aleatórias paravam nas janelas para tentar ver o que estávamos desenhando, comentei com a Fran que estava me sendo um ET sendo exposto para pessoas normais admirarem, por um breve momento me senti no lugar daqueles bichos e pedras do museu *sentimento estranho que lembra ironia*.

É espantoso ver a reação das pessoas diante da nossa turma que tava tentando desenhar, obvio que eu e outros estávamos mais de palhaçada do que trabalhando, mas isso não diminui o fato de que o olhar de curiosidades dos outros me irritava.. tirando isso tudo foi muitooo legal.




Ps: as borboletas e insetos são tão lindos ao vivo, são mais encantadores do que nas fotos que tinha visto no computador, todos babamos por eles. Pena que minhas fotos foram tiradas com a câmera do celular, as cores são mil vezes mais vivas e brilhosas. *u*

 
 

Nós humanos somos tão feios comparados com outros animais, porque não nascemos com cores tão perfeitas?

mordidas ***

22 dezembro, 2009

Desenhos de observação

Finalmente terminou as aulas do segundo semestre, infelizmente estou vendo que não cumpri com o meu objetivo de fazer deste blog um diário sobre minhas aulas, mas agora nas férias vou tentar por ele em dia.

Após o inicio dos desenhos de observação, acho que o professor viu uma grande dificuldade da turma em aplicar o que já tinha sido feito nos trabalhos anteriores nos trabalhos atuais, com isso começamos uma seqüência de aulas (chatas) onde deveríamos desenhar cubos, cilindros, vasos e cadeiras. Passamos quase todo o restante das aulas desenhando isso, volta e meia ele ligava o retro projetor sobre a bancada que estava sendo desenhada e dizia para aplicamos a luz e sobra que víamos.





Na realidade, para mim, essas aulas serviram para aprender a desenhar o ângulo que estamos vendo. Como conhecíamos os objetos, temos a tendência de desviar o olhar e desenhar pela 'memória', essas aulas me ajudaram a corrigir vários erros nesse sentido, percebi que meus desenhos de observação se tornaram ao longo do tempo melhores... mais fieis ao que se via, ainda não estou 100% (acho que nunca vou estar), mas me sinto melhor comparando com o inicio... bem melhor.




Aulas de observação são meio maçantes, porque parece que não estamos sendo criativos, tudo que desenhamos parasse ser tão....tão.... parnasiano, segundo o meu professor é “acadêmico”, mas deixa quieto.

essas aulas foram para aperfeiçoar nossas 'tecnicas' de luz e sombra, volume, profundidade e ângulo. (acho)
mordidas ***

12 dezembro, 2009

Direção das Linhas

Não me lembro com exatidão a sequência das aulas depois do inicio das atividades de observação, mas me lembro que o um comentário do professor sobre a direção das linhas, fez com que ele nos levássemos para fora dos ateliês e fizéssemos desenhos na rua. \o/

Como o tempo, nos últimos dias, tinha colaborado e agora tínhamos também tempo de pegar um pouco de luz que restava do fim de tarde, fomos para beira do lago da ULBRA para desenharmos troncos de árvores (para desespero de alguns colegas que sonhavam desenhar a paisagem). Lá o professor pediu que observássemos os troncos das arvores e tentássemos desenhar eles dando forma, luz e se conseguisse textura.
Tirando as distrações que o ambiente nos proporcionava, foi uma das aulas que mais gostei, achei divertido ir para rua com um bloquinho para desenhar, mesmo achando que a aula não rendeu muito em questão de produção (hahaha). Eu e meus colegas somos divagar (quase parando) em relação a desenhar, isso prova que falta mais prática.



Sempre me lembro da Fran falando uma verdade que serve para quase todos da nossa turma: “só desenho aqui na aula”. Uma atitude que deveríamos mudar se queremos levar a serio essa carreira.

Mudando um pouco de assunto e voltando para as linhas, achei interessante a maneira sutil que o nosso professor usou para que percebêssemos a importância da direção das linhas. Antes da aula na rua, no blog da turma (Fundamentos do Desenho), o Renato postou algumas imagens conde o volume era dado apenas com linhas, não havia esfumaçado e ou diferença de tom... nada, era apenas linhas que se distanciavam e juntavam.

mapa de luz do contorno lateral de uma gestante


Na realidade, ter visto essa imagem me fez tentar aplicar isso no meu desenho do tronco da arvore, deixei visível as linhas que davam forma ao tronco para tentar dar mais volume, não ficou 100% mas até que gostei do resultado.

Mas um fato surge para me atormentar: Preciso praticar mais.
mordidas ***

09 dezembro, 2009

Profundidade e Volume

Estou no final das aulas de Fundamentos do Desenho, mas não consegui postar muito sobre o que vi e aprendi, foram poucos trabalhos que comentei aqui, mesmo assim tentarei postar um pouco de todas as aulas que tive.

Logo após os trabalhos de recortes e dos desenhos onde tentamos aplicar profundidades e tons, começamos as aulas de observação. Para mim, essas aulas que seguiram mais pareceram um teste, onde seriamos avaliados pelo o que tínhamos aprendido anteriormente. Será que conseguiríamos aplicar num desenho “realista” o que tínhamos praticado anteriormente? Começamos ai uma nova etapa das aulas, o trabalho agora era fazer florescer nossa percepção diante do que víamos, deveríamos perceber a luz e os tons dos objetos para poder aplicar profundidade e volume.

O prof. Renato trouxe alguns objetos orgânicos como cascas de semente, sementes, galhos e folhas secas, para escolhermos e desenharmos. Deveríamos fazer desenhos de vários ângulos do objeto escolhido, ele também pediu que usássemos outros matériais alem do grafite. Eu usei grafite, caneta e tinta.
Eis os resultados: (ps: não gostei dos meus desenhos)




Nesse trabalho o professor comentou que para linhas do fundo do desenho devemos deixar os traços mais claros e menos nítidos, para objetos mais perto devemos manter os traços de tonalidades mais escuras, assim podemos ter um efeito de profundidade. Comentei que eu usava o contrario, deixava os traços mais claros na frente e os escuros para o fundo, fiquei me perguntando se fazia errado.
Quando cheguei em casa fui procurar nas imagens que tenho salvas no computador, fui ver como outros artistas se comportavam diante desse problema, vi que na realidade não há uma solução certa ou errada, como disse o meu professor “é uma receita de bolo”, mas ninguém precisa seguir a risca a receita para dar certo.




mordidas ***