No meu segundo semestre comecei as tão esperadas aulas práticas (Fundamentos do Desenho). Idealizei e sonhei diversas vezes com esse momento, dentro e fora da faculdade, momento onde poderia (vou) aperfeiçoar o que sei e o que aprendi sozinha, onde teria colegas que compartilhariam dificuldades e conhecimentos, onde começaria a formar laços de amizade com pessoas que tem um mesmo interesse ‘comum’.
Não sei se idealizei de mais tudo, mas não está sendo exatamente como imaginava. Entenda que não estou dizendo que não gosto das aulas ou dos meus colegas, mas sim que as coisas não são do jeito que imaginei. Isso de fato não é ruim, adoro coisas que me surpreendem, acho que se as aulas fosse do jeito que eu esperava, acharia elas um tanto quanto monótonas e me sentiria frustrada de qualquer jeito.
Vamos ver o que aprendo até o final.
Comentários da primeira (?) aula:
Em uma folha desenhamos e escrevemos (peno menos eu fiz isso) ‘o que nos levou a percorrer o caminho da Arte’, o que nos incentivou e ou levou nós estarmos ali, na faculdade cursando Artes Visuais, querendo aprender e a conhecer melhor essa palavra um tanto quanto confusa para alguns, até mesmo para nós.
Após terminar o meu trabalho, parei para observar os dos meus colegas. Chamou-me a atenção o desenho de minha colega, que anteriormente havia me pedido a borracha emprestada, ela havia desenhado um palhaço, com traços simples e sem sombra, deixando a figura achatada, era um típico desenho de palhaço infantil, como eram traços retos e sem grande expressão, ela usara a borracha para apagar o vestígio do esboço que ela havia feito para desenhar tal figura.
Entregamos os nossos trabalhos.
A partir daí o professor começou a fazer alguns comentários, aparentemente inocentes, que mais me pareceram ‘tapas na cara’ (piadinha interna) em alguns colegas, me envergonho do que senti diante disso, senti um pouco de satisfação.
Primeiro tapa na cara que senti foi quando o professor comentou o seguinte: não devemos usar ‘tanto’ a borracha, se Leonardo da Vinci deixava seu esboço, porque deveríamos apagar os nossos? Através deles podemos ver onde esta a nossa maior dificuldade em reproduzir o que queremos, vemos onde mais tivemos dúvidas, é uma maneira de saber onde estamos errando.
Não foi exatamente isso que ele falou mas foi essa idéia que ele me passou.
Segundo tapa na cara, foi quando ele pediu para que lêssemos o artigo “Desenhos estereotipados: um mal necessário ou é necessário acabar com este mal?” de Maria Letícia Rauen Vianna. Esse texto mais me pareceu um ‘cutuco’ em nós (alunos) pelos trabalhos anteriormente apresentados a ele (professor), pois como tinha contado anteriormente, minha colega (não só ela) havia feito um palhaço totalmente estereotipado.
A maneira que ele ‘toca’ e ‘critica’ os trabalhos de certa forma me incomoda, parece ser tão sutil e inocente o jeito que ele aborda o assunto, mas ao mesmo tempo parece ser uma crítica clara e nítida, quase como um tapa na cara... sinto como se fosse a qualquer momento ser apontada por um erro que cometi.
Tem coisas que podem se virar contra ti, mAuhauhUAHH . Desafio?
“Acorde criança... tu ta fazendo errado!!! te liga!!!”
MAUhAHuaUHAUHAUHUHAHUauh, gente, amei isso! imagina aplicar isso na escola.. os alunos apavorados com medo de serem o exemplo do erro e ou que os colegas percebam e aponte os erros cometidos, genial.
Ignorem. Bjos ;***
Ignorem. Bjos ;***
HUAUHSUHAHU nossa que mau!!
ResponderExcluirEu vi isso ao vivo, eu senti a frustação nos teus olhos HUAHUSUHAHU
ai guria, to cansada de levar tapa na cara!!
Ai ai sem falar os olhares fuziladores de alguns colegas Xp